
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), vive um momento decisivo de sua trajetória política. Ele pretende disputar a Presidência da República, mas essa possibilidade ainda depende de uma autorização incerta do presidente nacional de seu partido, Gilberto Kassab.
Caso esse plano não se concretize, Leite pode concorrer a uma das duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Sul, que já estão sendo disputadas intensamente por candidatos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outra alternativa seria permanecer no governo estadual até o fim do mandato, o que impediria seu vice, Gabriel Souza (MDB), de assumir o cargo e disputar a reeleição como governador.
Leite entrou para a história como o primeiro governador reeleito do Estado em quase um século e também como o primeiro a trocar de partido durante o exercício do mandato. Em maio, ele deixou o PSDB — legenda à qual era filiado desde os 16 anos — e passou a integrar o PSD.
Ao afirmar que não se sente representado nem por Bolsonaro nem por Lula, Leite lembra que votou no primeiro em 2018 e considera normal a presença de três ministros de seu partido no atual governo federal. Segundo ele, como o PSD não lançou candidato à Presidência em 2022, é legítimo que filiados que apoiaram Lula façam parte da administração.
O governador concedeu entrevista à BBC News Brasil em seu gabinete no Palácio Piratini, em Porto Alegre, na tarde de segunda-feira (22/12), entre uma solenidade de entrega de equipamentos à Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural e a viagem para São Paulo.
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